Pesquisas da Organização Mundial do Comércio (OMC) indicam que, apenas nos primeiros três anos deste século, o faturamento da indústria criativa no mercado internacional duplicou. Esta valorização é confirmada por estudos de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU), que mostram que este segmento responde por 7% das riquezas produzidas no mundo e o crescimento deste tipo de indústria tem sido tão acelerado que logo deve alcançar o percentual de 10%. Dentro deste cenário é que o setor cultural e turístico trabalha atento ao fortalecimento das manifestações populares, valorizando a cultura nacional para vender o País além dos apelos já consagrados como o futebol e o Carnaval.Iniciativas de diferentes ministérios, como os da Cultura e Turismo, se relacionam em busca de um objetivo comum: identificar, resgatar e valorizar todas as manifestações que traduzem o espírito do Brasil para promover o desenvolvimento econômico, cultural e a inclusão social.
Segundo José Carlos Durand, sociólogo, professor e coordenador do Centro de Estudos da Cultura e do Consumo na FGV-SP, na publicação SÃO PAULO EM PERSPECTIVA, 15(2) 2001, é preciso reconhecer que a abordagem da cultura como objeto de política e administração pública é, como se diz na gíria, um “outro departamento”. Nele não pode ser admitida aquela tão comum postura individual de rejeição ético-ideológica do dinheiro e da economia, bem como a dificuldade daí derivada em entender que arte e cultura dependem de sustentação econômica e institucional como qualquer outra atividade humana.
A indústria criativa vêm se organizando ao longo de 20 anos, porém ainda é preciso se profissionalizar cada vez mais, para que os serviços sejam sempre de primeira qualidade.
Lembre-se: A cultura só ganha notoriedade se for levada a sério!




