sábado, 2 de agosto de 2008

A Indústria Criativa

Pesquisas da Organização Mundial do Comércio (OMC) indicam que, apenas nos primeiros três anos deste século, o faturamento da indústria criativa no mercado internacional duplicou. Esta valorização é confirmada por estudos de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU), que mostram que este segmento responde por 7% das riquezas produzidas no mundo e o crescimento deste tipo de indústria tem sido tão acelerado que logo deve alcançar o percentual de 10%. Dentro deste cenário é que o setor cultural e turístico trabalha atento ao fortalecimento das manifestações populares, valorizando a cultura nacional para vender o País além dos apelos já consagrados como o futebol e o Carnaval.

Iniciativas de diferentes ministérios, como os da Cultura e Turismo, se relacionam em busca de um objetivo comum: identificar, resgatar e valorizar todas as manifestações que traduzem o espírito do Brasil para promover o desenvolvimento econômico, cultural e a inclusão social.

Segundo José Carlos Durand, sociólogo, professor e coordenador do Centro de Estudos da Cultura e do Consumo na FGV-SP, na publicação SÃO PAULO EM PERSPECTIVA, 15(2) 2001, é preciso reconhecer que a abordagem da cultura como objeto de política e administração pública é, como se diz na gíria, um “outro departamento”. Nele não pode ser admitida aquela tão comum postura individual de rejeição ético-ideológica do dinheiro e da economia, bem como a dificuldade daí derivada em entender que arte e cultura dependem de sustentação econômica e institucional como qualquer outra atividade humana.

A indústria criativa vêm se organizando ao longo de 20 anos, porém ainda é preciso se profissionalizar cada vez mais, para que os serviços sejam sempre de primeira qualidade.
Lembre-se: A cultura só ganha notoriedade se for levada a sério!




domingo, 13 de julho de 2008

Pelourinho. Minha vida, sua vida, a vida de todo baiano!

O olhar curioso de uma criança, faz pensar num mundo totalmente diferente, numa visão de novas descobertas. Mais por que estou falando isso? É justamente esse olhar da criança que podemos fazer diversas comparações com o cotidiano do Pelourinho, um lugar que sempre nos traz novas leituras sobre a vida, sobre novas descobertas, novos costumes, novas situações de uma vida corriqueira, enfim, é a profundidade de um olhar que busca o "novo".

O Pelourinho em toda sua história nunca ficou "velho", o pulmão cultural do Brasil sempre se renova com novos visitantes, com novos moradores, novos trabalhores e novos curiosos!

A quem diga que o pulmão cultural consegue respirar cultura a cada segundo de um novo ano.

Pelourinho é uma cidade dentro de outra.

Pelourinho significa vida para muitas pessoas!

Pelourinho é cultura!

Pelourinho hoje, desenvolve um tipo de cotidiano ainda a ser descoberto por nós, baianos, pois desperta em muitas pessoas um amor incondicional por aquele pedaço da cidade!

Pelourinho! Um bom lugar para morar, para trabalhar e para viver cultura e descobrir o novo!

Até a próxima!

sábado, 12 de julho de 2008

Pelourinho. Sempre presente nas datas mais importantes da Bahia!


É incrível como o Pelourinho consegue fazer parte de um dia repleto de comemorações históricas, concentrando milhares de pessoas no dia 02 de julho. Precisamos entender que o Pelourinho já faz parte de qualquer ação comemorativa na cidade de Salvador.
Carnaval, São João, 02 de julho, Natal.....enfim, Pelourinho. Um bom lugar para morar, trabalhar e passar momentos importantes da história baiana.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Respirar cultura! No Pelourinho você consegue!

O Pelourinho hoje é fonte de inspiração para diversos artistas contemporâneos!

Acredito que a região traz para a cidade de Salvador e para a Bahia, um incremento na diversidade cultural do estado e, consigo, uma imensa realidade do povo soteropolitano.

O que é essa diversidade? Uma diversidade da pluridade do olhar de cada artista que por ali habita a região. Nasce diversos trabalhos inspirados no cotidiano local, no vai e vem dos turistas encantados com a construção arquitetônica que foi levantada por escravos!

Nesse contexto, o Pelourinho hoje é o pulmão cultural da Bahia!

Um bom lugar para morar, para trabalhar e para respirar a cultura soteropolitana!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Pelourinho. De todos os cantos, encantos e afoxés!

O Pelourinho se tranformou numa verdadeira cidade do interior e levou trabalho e renda para centenas de famílias!

Isso é o Pelourinho, um bom lugar para trabalhar!

sábado, 14 de junho de 2008

Da Escravatura a Empregabilidade. O Pelourinho sustenta centenas de famílias!

Quem diria! O Pelourinho, no seu apogeu histórico, construído por uma população negra escravizada, trazida da África por portugueses e espanhóis, fundada no ano de 1549, por Tomé de Souza, hoje se transforma numa fonte de emprego tanto formal quanto informal, para centenas de pessoas. É a verdadeira fusão da história escravista com as necessidades da era do mundo globalizado e capitalista.

A economia brasileira passou por importantes modificações ao longo da sua construção econômica e financeira. Maurício Cortez (1999) assegura que durante a década de 90, ocorreram à abertura da economia ao fluxo de comércio e de capitais internacionais, queda na taxa de inflação e redução da presença do Estado na economia. Estas mudanças estruturais resultaram em efeitos importantes sobre o ritmo e a estrutura do crescimento da economia, afetando significativamente o desempenho do mercado de trabalho.

Isso reflete na economia baiana e, principalmente, nas camadas menos favorecidas, que ficam a margem de uma situação política e econômica de risco. Essa tal situação está intimamente ligada ao desemprego.

De acordo com os dados da SEI, em maio 2006, as informações levantadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), apontaram uma taxa de desemprego total de 24,4% da População Economicamente Ativa (PEA). A diminuição do nível ocupacional (0,8%) foi atribuída a movimentos negativos em todos os setores de atividade econômica: construção civil, serviços domésticos e demais atividades. Essas atividades lideraram a redução de postos de trabalho (2,0%), seguindo-se o comércio (1,4%), a indústria (0,8%) e o setor de serviços (-0,3%). O Pelourinho concentra um grande número de trabalhadores informais. Esses trabalhadores são atraídos pela movimentação turística do local.

As atividades turísticas interagem com a estrutura empregatícia formal e informal da cidade de Salvador, mais especificamente, no pelourinho. Essa interação é a principal justificativa para a realização desta pesquisa, onde poderemos identificar falhas e pontos positivos na geração de emprego e renda no Pelourinho.

Atualmente, o Pelourinho é fonte de renda para pessoas que fazem do local para ganhar uma renda diariamente. Segundo Nilton Vasconcelos, professor do CEFET-BA, numa série de dez anos de estatísticas que medem a intensidade e a qualidade do desemprego em Salvador e região, em nenhum momento, ao longo deste período, a taxa de desemprego esteve abaixo de 20% da População Economicamente Ativa (PEA), ao contrário, por oito anos consecutivos este índice registrou uma taxa acima de 25%, sendo apontado um triste recorde de 30%, em junho de 2003. Entretanto, em junho de 2006, o desemprego caiu para 23,7% da PEA. Mesmo assim, para se ter uma idéia mais precisa, este índice significou um contingente de 410 mil pessoas desempregadas. Um número extraordinário com implicações sociais profundas, visto que a assistência através do seguro desemprego é paga por poucos meses e, em geral, corresponde a valores inferiores àqueles percebidos pelo trabalhador quando estava na ativa.

Embora seja registrada, a partir de julho do ano passado, uma taxa mensal abaixo dos 25%, a RMS continua apresentando a maior taxa entre todas as capitais brasileiras pesquisadas desde 1997. Essas estatísticas refletem o crescimento de diversos setores da cidade de Salvador e, o turismo, é uma fonte geradora de divisas, renda e emprego para a população de Salvador.
Viva ao Pelô! Pelô, Pelô, Pelourinho!

A Mãe África, ao Pelourinho!

Uma homenagem ao coração negro de Salvador: Pelourinho!
Mãe África

Quando Olodunmare veio habitar a Terra enflorou-me a cerviz.
Meus seios fartos e generosos alimentaram minha
prole numerosa que cresceu livre e feliz.

Meus filhos - guerreiros ousados minhas filhas - moças gentis como aves do deserto viviam em campo aberto
- Abençoada raiz!
Hoje, minha prole espalhada, a minha alma amortalhada, como andarilha, não pára,
- Vagueia pelo Saara!
Os gritos dos que partiram ainda ecoam em meus ouvidos como o rugir do trovão em noite de tempestade...
- E ainda falam em humanidade!

Sinto-me só, abandonada, sem passado e sem presente - Meu coração está doente!
Não deixem perecer a fé que foi em mim plantada pelo Senhor Olodunmare.

Eliza Teixeira

terça-feira, 3 de junho de 2008

Pelourinho. Um sofrimento histórico!

Um cotidiano diferenciado entranhado em Salvador. Posso dizer que o "popular" é do povo e, tudo que é do povo, se transforma em cultura. Mas essa cultura é outorgada as influências africanas, que historicamente foi um povo sofrido e escravizado pelos brancos. Ah, meu Pelourinho, nome este que significa o local onde a "negrada" era massacrada e humilhada, nome este que tem uma forte ligação com as milhares de chicotadas que lapiavam as costas dos escravos e, há quem diga que no Pelourinho, estamos pisando nas cabeças de "NEGÔ", cabeça de cada negro que ajudou a construir e povoar a cidade antiga.

Caros amigos e leitores, de ante de uma luta histórica para a libertação dos negros e de um patrimônio arquitetônico inigualável e que ouço por diversas vezes, um patrimônio da humanidade, temos que acreditar: O Pelourinho [quero ressaltar que não gosto desse nome] consegue transformar o cotidiano de uma cidade que está se transformando num verdadeiro celeiro a céu aberto de arranha-céu, perdendo a identidade, identidade essa trazida pelos negros que viajavam meses pelo Oceano Atlântico e muitos morriam de BANZO, com saudade de seus entes queridos. É meu amigo, a raça branca, dita antigamente como "donos do mundo", arrancavam negros de suas famílias no litoral do continente africano e o Pelourinho, que hoje é um bairro, era uma verdadeira cidade central onde a raça negra era maltratada.

Mais o bairro Pelourinho, o nosso centro histórico, que em poucos anos, acredito eu, não teremos nenhum em nossa cidade, ganha vida com algumas revitalizações pontuais, com a mistura cultural e o seu conjunto arquitetônico.
Em suas ruas, seus becos, suas praças escondidas, podemos encontrar uma história perdida.

Pelourinho hoje é sinônimo de festa? Sim! Festa do pagode, do samba, do Olodum, do Cortejo Afro, dos Filhos de Gandhi, do reggae... Mais e a educação patrimonial? Fica onde? E a inclusão social? Sei que existem projetos sócio-culturais e de inclusão do Pelourinho, mais para mim é pouco, eu quero é transformação!

Eu vou deixar somente uma reflexão para os meus próximos textos...

O que podemos fazer para que o Pelourinho seja Pelô da vida? Pelô da vida porque historicamente muitas vidas sofreram no apogeu histórico! Quando falamos de Pelourinho, só consigo enxergar o sofrimento dos escravos.

Eu quero um Pelourinho pela vida, pela miscigenação dos povos!
Até a próxima!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Racismo ou Oportunidade Igualitária? Existem Ações Afirmativas no Brasil?

Para votar no meu blog, envie o link http://culturatododia.blogspot.com/ para o e-mail: voteblogs@gmail.com! Agradeço desde já! e Cultura é tudo e tudo é cultura!
Meu caro leitor, primeiramente agradeco sua visita!

“... eu sou branco, eu sou pardo, eu sou mestiço, eu sou moreno, eu sou loiro, eu sou..." Somos o que?

Sem mais e nem menos, quero expor minha visão sobre a cultura racista brasileira, fazendo uma relação com o sistema de cotas para os negros nas universidades públicas e a famigerada "política de ações afirmativas" que o Brasil diz estar aplicando nessas terras de meu Deus.........

Sabemos que o Brasil ao longo de seus 500 anos foi alvo de uma política escravista e, ao mesmo tempo, cruelmente racista. Os índios foram os primeiros a sentirem na pele as atribuições da escravatura aplicada e inserida pelos europeus e logo depois, com a chegada de massa dos povos africanos trazidos pelos escravocratas da Europa, principalmente os Espanhóis e Portugueses. Pois bem, toda essa configuração que foi se constituindo durante esse tempo, reflete atualmente no cotidiano da sociedade de hoje, chamada de contemporânea por muitos. Não sei se posso chamar assim, fica isso no ar!!!

Criando uma interseção com essa história e com o sistema de cotas para os negros nas universidades, existe nesse contexto, um grande discurso e um grande dilema. Não vou me prolongar no discurso, por que é sem fim, mais vou me ater ao dilema!

De lá, da época da descoberta, os negros foram escravos por lei e soltos por lei também! Foram lutas pela igualdade racial, por uma afirmação política, por uma atuação profissional, por uma posição no mercado de trabalho onde somente os brancos poderiam ocupar leis que protegem do racismo. Foram tantas lutas que não tenho como listar todas elas. Acredito nas pessoas que lutam por seus propósitos e ideais e, os negros, são essas pessoas, não digo nem pessoas, mais uma raça forte, dotada de uma cultura miscigenada por diversas etnias, crenças e religiões, que sofreram durantes centenas de anos, por ser NEGRO.

Foram muitas conquistas e nesse exato momento no Brasil, existe uma briga travada por mais igualdade racial. Prefiro não dizer "igualdade racial", gosto de falar de mais uma "oportunidade igualitária". Quero chegar no sistema de cotas para os negros nas universidades públicas brasileiras, é bem quisto pela sociedade que os negros sofreram muito com a escravatura e com o racismo, mais tenho que dizer uma coisa: Criar um sistema de cotas no Brasil para negros é ter um regresso de todas as conquistas deles.

Eu quero é que o estado crie condições e uma estrutura de excelência no ensino público fundamental, quero que o presidente crie uma "Política de Ações Afirmativas" para as camadas menos favorecidas e, com isso, os negros, que em sua maioria foram engolidos pelo sistema capitalista, possam concorrer com os ditos "brancos", aliáis, mestiços, mulatos........em igualdade para uma vaga na universidade.

Estou com os olhos bem abertos. O Brasil está maquiando a deficiência do ensino público fundamental e médio com essa tal de ação afirmativa, colocando em pauta, o sistema de cotas!

O Brasil já está cansado de políticas pontuais, quero políticas públicas que transforme a realidade do povo brasileiro.

Sabe aquela frase memorável.... "sou brasileiro e não desisto nunca" .

Até a próxima!

domingo, 4 de maio de 2008

O que é cultura?! Todos nós sabemos?

Olá pessoas,

Meu blog, criado hoje, 04 de maio de 2008, às 12h50, será um espaço onde as minhas questões ideológicas, de posição na sociedade e a minha ligação com a cultura vão ser expostos. Mas eu falei cultura? O que é essa palavra que atualmente esta sendo usada quase que em todos os discursos das pessoas que têm acesso a mídia, que se dizem pensadores culturais, de uma forma ampla? Cultura é uma palavra difícil, pelo menos no meu ponto de vista.

Uma palavra com amplo significado, como assim significado amplo? A verdade é que tudo é cultura e cultura é tudo, tudo que nos cerca nesta sociedade menos inclusiva e totalmente capitalista. Pois bem meus leitores, cultura no grosso modo da palavra é costume, hábito, modo de vida, modo de falar...Andando pelas ruas bagunçadas de minha cidade, Salvador, - outro ponto a discutir num novo dia -, olhei para o lado e percebi uma discussão de dois estudantes, com visual de universitários, falando sobre cultura, parei e fiquei escutando, fique espantado quando um disse que cultura também é como ele acorda todos os dias e levanta pelo lado direito da cama. Então pensei, - cultura é tudo e tudo é cultura -! estranho isso! Novas percepções diárias. Meu conceito cultural tem várias formas que muda quase diariamente!!!


Fico pensando no "estranho" que essa palavra pode ter, isso me deixa aflito, triste, alegre, meio sem graça...fico sem "arte"...

Vamos tratar essa palavra como um ser transformador, que consegue mover caminhos e moinhos, caminhos de jovens marginalizados não por nossos politícos, mais pelo poder capitalista exacerbado que o Brasil vem adotando, adotado, aplicando, aplicado há 30 anos, querendo se igualar as grandes economias mundiais... Economia mundial, quero dizer Estados Unidos da América!

Por isso faço um trocadilho com uma frase do Guru de Marketing, Philip Kotler, ele diz que "Marketing é tudo e tudo é marketing", e eu digo "Cultura é tudo e tudo é cultura", mais será que é????????????????

Eu só tenho a certeza de que a cultura, seja ela de quaisquer linguagem, vêm ganhando espaço nas políticas públicas no Brasil, mesmo que seja por campanha, ou para ganhar votos, sei que nós, produtores culturais, pensadores da arte, influentes, pesquisadores, temos que aproveitar essas migalhas reais que o governo disponibiliza para a dita "CULTURA" e mãos à obra com novas idéias e bons projetos!

Só para lembrar as empresas capitalistas brasileiras, utilizem seus programas de responsabilidade social, cultural e ambiental para patrocinar os projetos culturais brasileiros, mesmo que vocês queiram dar visibilidade a sua marca perante o mercado em que atua!

A cultura irá agradecer! E muito!