terça-feira, 19 de maio de 2009

Patrocínios culturais não favorecem a Região Nordeste e nem a Bahia! Como isso é possível? Existe lógica nessa afirmação?

De acordo com o Minc, em 2008, a Bahia captou R$ 7 milhões em renúncia fiscal via lei Rouanet. Foi a segunda maior captação do Nordeste, ficando atrás apenas do Ceará, que captou R$ 7,8 milhões. Mas basta comparar com os maiores captadores do País para se ter uma idéia do abismo que separa os Estados. São Paulo ficou com R$ 336,8 milhões, seguido do Rio de Janeiro, com R$ 270,7 milhões. Em 18 anos de vigência da Lei Rouanet, a Bahia captou R$ 142,3 milhões para projetos culturais – praticamente metade do que o Rio captou somente em 2008, e pouco mais de um terço do que captou SP no mesmo ano.

Estamos num celeiro artístico-cultural imenso. Em cada canto desta região e, em especifico, da Bahia, existe uma manifestação cultural de grande riqueza, historicidade e diversidade. Ainda sim, ficamos a mercê de uma corja gerencial, centralizadora e capitalista somente em determinadas regiões brasileiras, regiões essas de interesse político e de capital.

Em abril 2209, saiu uma notícia escandalosa no jornal de maior circulação da Bahia onde estavam sendo expostos números absurdos referente a distribuição de incentivos fiscais e culturais no Brasil. É na Região Sudeste, diga-se de passagem, que se concentra a maior parte dos recursos destinados ao apoio e desenvolvimento da cultura. Os números são extremamente excludentes e, ainda posso dizer, já que estamos num país chamado Brasil, que dizem ter “LIBERDADE DE EXPRESSÃO”, discriminatório.

Historicamente, a região nordeste fica de fora de várias questões importantes para o desenvolvimento social, econômico e cultural do país. Acredito que somos vistos como o interior “seco” do Brasil e sempre somos uma “sociedade” nordestina vista com outros olhos, com um olhar diferenciado, mais nada que venha a favorecer este povo sofrido, geograficamente localizado numa região que sofre com fenômenos da natureza, são enchentes, secas que trazem diversos problemas sociais e assistenciais. Ainda sim, temos uma riqueza cultural imensurável.

Acredito que não preciso mais tecer algum comentário sobre esse descaso com a cultura nordestina.

Até a próxima!