segunda-feira, 12 de julho de 2010

COPA 2014. Copa da Sustentabilidade?

Olá meus caros leitores, vou falar hoje, depois de alguns meses sem me comunicar com voces, sobre a vinda da copa 2014 para o Brasil. A minha principal inquietude e tristeza é saber que o legado deixado para o país sede pós torneio é o mais importante, mais eu pergunto. Que legado é esse?

Nas incansáveis notícias sobre a Copa do Mundo e do continente Africano fiquei bastante atento o que realmente foi feito para que o país Africa do Sul saisse de um estado com uma imensa diferença social. Numa determinada reportagem sobre o povo daquele país, fui surpreendido, mais já esperava, que uma senhora estava revoltada por que o estado fez um investimento de R$ 400 milhoes de dolares para criar um estádio de última geração, mais a escola que tem no bairro dela, que atende aproximadamente 800 jovens está caindo aos pedaços, sem professores, sem quadro negro, sem segurança, quer dizer, sem nada.

É esse o legado que uma COPA DO MUNDO deixa para o país? O estado se omite diante de situações que são essenciais para o desenvolvimento socioeconomico, educacional e cultural de uma nação, para se empenhar em captar recursos e construir imensas montanhas de concretos para alimentar diversos atores do sistema capitalista mundial. Mordomia para a imprensa mundial, chefes de estado, jogadores com salários trilhionários e, bem perto daquela festa do esporte, uma senhora está incomodada por que o neto dela não consegue assistir uma aula no colégio do bairro simplismente por que não funciona por omissão daqueles que se esforçaram para levar o mais importante torneio futebolístico do planeta.

A "Jabulane", nome dado a bola de futebol foi mais paparicada do que os povos africanos em mais de um século de história de guerras civis e conflitos étinicos.

Vamos esperar que essa tal copa verde, que o governo brasileiro diz ser aqui em 2014, seja realmente uma copa que minimize as desigualdades sociais onde o Brasil não fica atrás da AFRICANA.

Para os desavisados. O conceito de sustentabilidade é:

"É um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana".


Até mais pessoal!

abraços!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Ações que inteferem diretamente em comunidades. Uma reflexão necessária.

Olá pessoal, desde janeiro sem fazer nenhuma postagem, vou falar um pouco sobre ações que interferem diretamente em comunidades, sejam ações sociais, eventos em suas diversas dimensões, ações artísticas, e saúde, emfim, quaisquer interferência direta em comunidades deve ser respeitada as especifidades delas.

Os gestores precisam entender que para cada região, para cada localidade, existe uma forma de viver, de negociar, de percepção, de relacinamento, de renda. Por isso, é bom destacar que o gestor precisa entender em que local ele está pisando, no miúdo das palavras, para não pisar em casca de ovo!

A gestão de ações organizacionais, institucionais ou corporativas devem ser conduzidas de forma transparente junto aos seus funcionários e o mais importante, exercitar o tão falado PLANEJAMENTO. Uma pesquisa americana aponta que a maioiria dos INSUCESSOS das empresas são ações que iniciaram sem nenhum tipo de planejamento ou brainstorming. Agora imagine isso em ações comunitárias!

Pois é blogueiros e leitores, o empresariado brasileiro é o que mais morre na praia também, a cada 10 empresas que abrem hoje, somente 02 (duas) sobrevivem depois de dois anos. Por que será?

Não adianta fazer nada no "fogo" dos acontecimentos, por a PARABULA terá uma curvatura acentuada.

Até a próxima!
Abraços...
Iuri Almeida

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A Gestão Cultural na Bahia: Uma questão técnica de gestão.

As palavras possuem forças. Produção, gestão, cultura, economia da cultura, Pluralidade cultural, democratização, intervenção, captação de recursos, enfim, termos que embelezam as práticas culturais na Bahia e no Brasil.

Existe uma análise critica pessoal sobre o processo da produção e gestão cultural baiana, passando por uma história de aproximadamente 16 anos sob uma mesma gestão e a integração com as ações sistêmicas da área de Turismo. Essa minha incondicional critica a gestão da cultura baiana se dar por conta da “mesmice” que as produções baianas trazem para o mercado baiano e brasileiro. Vamos analisar as principais manifestações culturais que existem no meio artístico, tem o carnaval de Salvador, a maior festa popular de rua do mundo “globalizado” que continua com os mesmos problemas de sempre, como a regularização da mão de obra, a concentração de capital para alguns poucos blocos de trio, a exclusão de manifestações históricas de matrizes africanas e negras e a NÃO valorização de entidades de grande relevância e apelo popular, a NÃO integração organizada das esferas de regulação governamental e, o mais grave, a falta de inclusão social numa festa que gera milhões e milhões de recursos.

Vejam a tradicional Lavagem do Bonfim, uma mistura de sagrado e profano, onde antes os trios invadiam as ruas do comércio, hoje, as alegorias e grupos organizados de dança e de música, arrastam multidões até a colina sagrada. Isso tudo acontece de uma forma popular, sem organização. Como podemos sentir e fazer a produção cultural baiana sem procedimentos técnicos? Sem uma devida atenção a GESTÃO? Como podemos potencializar tais manifestações sem a análise técnica? Sem a articulação devida?

A Bahia precisa entender que a essência artística não tem força se a gestão cultural não tiver presente em todo seu processo de construção cultural.

Quando eu começo a falar sobre gestão, eu fico numa inquietude tremenda. Gestão é tudo num processo cultural, a visão é estratégica, é sistêmica, é comunicacional, é de gestão de pessoas, é de gestão financeira, é de formulação de projetos, é de articulação.

A Gestão Cultural Baiana deve ser encarada dessa forma, ampla, estratégica e inovadora.

Até a próxima!