segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Relações Complicadas: Investimento Social Privado e as Instituições Não Governamentais...


Olá pessoal, depois de um tempinho afastado do BLOG, estou trazendo um tema muito sensível quanto às questões de relacionamento entre o setor privado, dando um recorte para as organizações que investem em práticas socialmente responsáveis e as instituições sociais que são cercadas por ideologias transformadoras e práticas de gestão coletiva, isso em algumas, diga-se de passagem.


Quero deixar claro. As empresas privadas querem retorno, tanto de imagem, como financeiro. Não vamos pensar, nós, militantes de práticas socialmente responsáveis, que as empresas são "boazinhas" com a sociedade e estão engajados nessa luta diária para que o mundo seja mais social, seja mais igualitário. Elas, as empresas, querem lucro, querem associar sua marca a práticas sociais que fazem à diferença. Isso é uma estratégia de marketing, mesmo as empresas afirmando que estão preocupadas. Os empresários já sabem que o mercado está começando a gerar a tal da "consciência social". Para isso, eles precisam de nós, de vocês, "organizações não governamentais".


Agora, as ONG's estão do outro lado do muro. Como se beneficiar dos investimentos sociais privados sem que a sua imagem seja ferida? Como desenvolver projetos sociais com investimento privado sem fugir da missão da ONG?
São questões sensíveis e inerentes aos processos de gestão das instituições sociais.

Meu ponto de vista é claro e direto: Devemos tirar proveito sim, do setor privado. Não tenho dúvidas. Acredito que as ONG's devem ser mais profissionais em suas gestões. As ONG”s devem aprender a se relacionar como negócio e, não, como o primo pobre do Brasil. Só precisam ter cuidado para não misturar a gestão da ONG's com suas atividades fins, seus projetos sociais e sua missão.


Como o 3º setor pode se fortalecer se não encarar suas práticas como negócio? Como o 3º setor pode captar recursos significativos para seus projetos, se não tem uma estrutura forte, organizada?


Como se relacionar a altura com os outros setores da sociedade?

São perguntas que venho respondendo a cada dia....


Até a próxima!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Coisas da Globalização!

http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E&NR=1

Primeiramente, assista o vídeo postado no Youtube (link acima). Assistiu? Então vamos lá! Como é incrível a diversidade de situações que nós, seres humanos, devemos lidar em nosso dia a dia. O vídeo faz uma reflexão de todo o processo de transformação social, ambiental e econômica. irei chamar a reflexão do vídeo de "CADEIA PRODUTIVA DA TRANSFORMAÇÃO". Posso afimar que tudo que foi abordado e, muito bem abordado, pela autora é reflexo das frustrações humanas que se consolidaram na linha do tempo da humanidade. Posso dizer que todo esse processo inicia-se a partir da revulação industrial, no momento em que se começa a produção em grande escala, a produção de automóveis, HENRY FORD ditando regras de consumo mundial e a Inglaterra, se fortalecendo em detrimento dos países subdesenvolvidos.

Diante de todo esse processo, os seres humanos vivem uma economia altamente destrutiva e , claro, capitalista, onde somos o espelho do ditado popular "FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO". É nesse contexto que vivemos... Destruimos a natureza, nosso carater, nossa ética, e tudo, por causas e coisas materias.

E agora? Mais uma vez insisto em comentar sobre a "ERA DIGITAL", só falam em inclusão digital, o tal do computador nem chega à todos! São tantos teclados, tantas @@@@@@@@@, enter, delete, F1, F2, F3, uma parafernália digital e o processo de ensino e de "inclusão" é precário.

E a nossa Amazônia, dominada pelo capital intelectal dos estrangeiros, é isso mesmo, capital intelectual, por que ainda, o Brasil, não conseguiu neutralizar a invasão do capitalismo mundial.

Daqui há 10 anos, em que fase estaremos? Campanhas de reflorestamento? De plantio de árvores? Não jogue plástico nas ruas?

Abraços!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Somos escravos da Política Racista brasileira!


Pois é meus nobres companheiros, somos escravos desde o ano de 1500, se não me falha a memória e estendeu-se até 1888, com um documento assinado pela Princesa Isabel, estabelecendo o final da escravatura, a Lei Aurea, mais sabemos que isso só foi um "engodo" na história clássica do Brasil. Passamos por três séculos e meio de escravatura e, ainda, continuamos nessa ridicularidade histórica.

Recentemente um professor da Universidade de Havard foi confundido com um maluco, com um assaltante, como um assassino... Gates é diretor do Instituto de Pesquisa Afro-Americano de Harvard. Em 1997 foi considerado um dos americanos mais influentes pela Revista Time, mais pelo fato dele ser negro, ele era o assaltante!

Hoje, 20 de agosto de 2009, mais um caso de negligência e DESCASO com a população negra. Chega ser ilário... O segurança negro Januário Alves de Santana foi confundido com um ladrão quando entrava em seu próprio carro (ECOSPORT), no estacionamento de um supermercado. Há 2 semanas a família fazia compras no supermercado em Osasco na grande São Paulo ele estava no estacionamento porque a filha dormia no banco de trás. Quando um homem armado se aproximou. Era um segurança do Carrefour, mas segundo Januário ele não estava de uniforme e não se identificou. Os dois lutaram até que outros seguranças apareceram mas ele foi levado para uma sala e espancado" E, O PIOR, A POLICIA AINDA LEVOU o "NEGRO" para a delegacia.

Vivemos num país de aparência! Somos escravos desde a descoberta do Brasil.

Agora só preciso relutar com uma coisa, políticas públicas para igualdade racial? Isso funciona?

Até a próxima!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Caos na Cultura Baiana!

Engraçada a cultura da Bahia!

Crônica de uma Cultura na UTI
Por Gideon Rosa*


Um pouco de humor não deve fazer mal para ninguém, não é verdade? Estive refletindo sobre a queda do secretário de educação Adeum Sauer. Aí, depois de perceber a rapidez com que ele foi defenestrado do governo, lembrei da resistência de Márcio Meireles. Apesar de ter cometido atrocidades infinitamente maiores, o rapaz continua no cargo, agarrado no pelo da vaca leiteira tal qual um carrapato rodoleiro. Minha conclusão simplista: a mãe-de-santo de Adeum Sauer, claro, não é a mesma de Márcio Meireles. Quando veio de Itabuna para a Bahia, ele deveria ter se consultado imediatamente com Márcio, pois ele consegue passar de um governo para o outro com uma indefectível cara de herói e grande artista, muito embora tenha um ódio mortal de seus pares. Não importa, da direita a esquerda (incluindo todos seus matizes), lá está Meireles fartando-se das verbas públicas, e isso vem desde os tempos dos militares.


Como assim? Ora, ora, esse monólito tem mais faces do que pode imaginar nossa vã filosofia. Fora outros arroubos comportamentais privados que não interessam a ninguém, podemos lembrar que ele transitava absoluto na Sala do Coro (então embrionária) do TCA, que era de uso quase exclusivo do grupo Avelãz y Avestruz. E ainda era o governo Roberto Santos. Em seguida, em 79, já no governo ACM, além do contínuo apoio do Estado, veio a benesse do extinto Serviço Nacional
de Teatro (SNT) e duas kombis caíram na mão do Avelãz y Avestruz, que assim pôde circular pelo Brasil. Depois, veio o governo João Durval, quando tudo continuou, mas ficou bom mesmo foi quando entrou Waldir, o breve. Aí foi a festa. Empossado diretor do Teatro Castro Alves
elaborou um mirabolante projeto de vender o TCA para construir, sob o Campo Grande, um estrondoso shopping cultural, com estacionamento, que desaguaria numa extraordinária visão da Bahia de Todos os Santos através de um subterrâneo que seria cavado até o Palácio do
Arcebispado, que hoje já virou edifício. Mas o resultado disso tudo foi entregar um TCA fechado, sem servir para coisa alguma. E os anos seguintes? A história da reconstrução do TVV é, por si, emblemática, pois com dinheiro privado é que não foi.


O cerne do problema da política cultural na Bahia é de incompetência. Locupletaram-se todos nos cargos, mas o que fazer? Não sabem, pois do governador até ao mais humilde assessor recém-empossado, há uma ignorância profunda sobre do que se trata mesmo esse negócio da
cultura. Se o governador pudesse avaliar competentemente o problema já teria trocado seu time nos primeiros seis meses, não esperaria sequer um ano, porque, está mais do que evidente que seu pessoal anda pisando na bola com os setores produtivos. Artistas ativos com até três
décadas de muito suor nas axilas (sim, porque artista varre chão, carrega peso, desmonta cenário, trabalha sem hora para terminar) estão todos impedidos de exercer seu ofício porque, uma vez empossado como secretário, ele resolveu vingar-se dos seus pares que não lhe renderam
homenagem. Como? Desacreditou todos os mecanismos que viabilizavam a produção, expulsou os parcos empresários que simpatizavam com as artes, e, em se tratando de verbas do Estado resolveu pulverizá-las para que ninguém mais produzisse qualquer ousadia. Em dois anos e meio
de poder absolutista, nosso secretário de cultura conseguiu produzir apenas mediocridades, eventos que já se perderam na bruma da memória, mas consumiram muito dinheiro público. Quanta diferença isso faria se esse montante tivesse sido jogado para incrementar a produção artística! Infelizmente, apenas o governador não consegue perceber o desastre que é tudo isso: a produção artística baiana foi jogada no retrocesso que nos remete ao início dos anos 80, ou antes.

Mas talvez, para quem está acostumado com a lide sindical, seja normal passar grande parte do tempo em inócuas reuniões, seminários e encontros, que jamais apresentaram qualquer resultado concreto, a não ser um surpreendente mapeamento territorial que servirá muito bem aos
propósitos de perpetuação no poder. Bem, talvez o objetivo seja apenas esse e, então, nada mais interessa e o que foi feito nesse sentido basta. Governador, em outubro próximo acontece em Salvador a segunda edição do Festival Internacional de Artes Cênicas (FIAC). Deveria ser
aquele momento em que brincantes daqui e de várias partes do Brasil e do mundo diriam uns aos outros: “Mostra o seu que eu mostro o meu”. Porque nos últimos dois anos a Bahia não fomentou produções artísticas significativas, não teremos o que mostrar de novo, a não ser que seja
um rol de repetições, ou as coisas do Vila, velho. Pois, sim, ao vencedor, as batatas!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

É tanta inclusão que já estou ficando "GROG".


Inclusão de lá, inclusão de cá, inclusão aculá, é tanta inclusão, sem resultados, que eu já estou ficando "grog".

O número de ações de inclusão do estado (insso inclui as três esferas públicas), ONG's e iniciativas privadas não está no gibi. É inclusão digital, inclusão social, inclusão educacional, inclusão unilateral, inclusão de gêneros, é tanta inclusão, que estamos perdendo o foco o verdeiro objetivo: Mudança e transformação.

Como podem ficar dizendo que essa tal de inclusão digital vai melhorar a vida dos jovens? O tal do computador nem chega à todos! São tantos teclados, tantas @@@@@@@@@, enter, delete, F1, F2, F3, uma parafernália digital e o processo de ensino e de "inclusão" é incompatível com as massas da população brasileira.

Estamos sendo engolidos pela inclusão digital, o nível de criação de textos da nossa juventude é extremamente ridículo, começamos a digitar e o próprio sistema já corrige seus erros, tudo que aprendemos na "escola" não serviu para nada?

Criança com 3 anos de idade já tem celular! A gurizada só quer saber de internet, que por sinal é cara, nem chega a todos......

Estamos na verdade, num verdadeiro processo de exclusão educacional e intelectual...

Até outra vez!!!

Abraços!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Tomada de decisão: Cada vez mais uma responsabilidade dos administradores financeiros?

Olá pessoal, hoje estou postando um artigo meu, produzido numa reflexão sobre as tomadas de decisão dos gestores, perfis de lideranças e estratégias. Ah, vale ressaltar que sou fã de Peter Drucker, o Guru da Administração Estratégica.

Boa Leitura!

RESUMO

O mundo dos negócios hoje está em constantes mudanças, desde novas práticas de negócios, novas práticas de gestão e, principalmente, tomadas de decisão baseadas em análises e estudos financeiros. O artigo faz uma analise conjuntural globalizada, das práticas de gestão no Brasil e de como os gestores estão nos dias atuais, buscando novas alternativas e ferramentas administrativas - financeiras para que as suas decisões sejam as mais precisas possíveis, e, com isso, consigam alcançar resultados expressivos para as finanças corporativas.

Existe uma série de fatores que os gestores podem se basear para que as suas decisões sejam as mais precisas, são balanços patrimoniais, dados estatísticos, previsões financeiras, estudos de viabilidade econômica, métodos de análise financeira, enfim, uma gama de ferramentas teoricamente organizadas para dar ao gestor, embasamento para tomada de decisões.

Também neste artigo, será exposto um tema que está em evidência no Brasil e no mundo, a Sustentabilidade Econômica, no viés que essa prática possibilita uma melhor alocação e gestão mais eficiente dos recursos e no que isso pode influenciar nas tomadas de decisão. Esta prática tem um contexto macro social, um pouco diferente da lógica economicista, porém vem sendo adotado por diversas empresas brasileiras.

PALAVRAS CHAVES: Tomada de decisão, gestão financeira, ferramentas administrativas, liderança, sustentabilidade.

Compreender e entender o sentido e o significado de finanças é de fato estratégico. Alguns sites e livros que falam sobre o tema, abordam as finanças a um conjunto de recursos disponíveis circulantes em espécie que serão usados em transações e negócios com transferência e circulação de dinheiro. Sendo que há necessidade de se analisar a fim de se ter exposto a real situação econômica dos fundos da empresa, com relação aos seus bens e direitos garantidos.

Os números fazem parte do cotidiano organizacional, no controle dos recursos para compras e aquisições, tal como no gerenciamento e própria existência da empresa nas suas respectivas áreas, seja no marketing, produção, contabilidade e, principalmente na administração geral de nível tático, gerencial e estratégica em que se tomam dados e informações financeiras para a tomada de decisão na condução da empresa. Tudo envolve a gestão financeira, aliada a todos os setores que formam as atividades das organizações.
Além de todos os fatores, os especialistas destacam que para os bons gestores financeiros obtenham resultados significativos, é deixar claro para os proprietários das organizações que os gastos pessoais não podem ser confundidos com os da empresa.
Também devem ser evitadas as vendas a prazo. Caso elas sejam feitas, é importante que se adote uma criteriosa análise de crédito, como comprovante de renda ou residência, referências e consultas de crédito.
Administrar é decidir, e a continuidade de qualquer negócio depende da qualidade das decisões tomadas por seus administradores nos vários níveis organizacionais. No entanto, o processo de tomada de decisões vem assumindo complexidade e risco cada vez maiores na economia brasileira. Desajustes de mercado, competitividade, entre outros aspectos vêm exigindo uma capacidade mais analítica dos gestores empresariais. Os conceitos financeiros tradicionais, consagrados em outros ambientes, costumam encontrar enormes dificuldades de adaptação à realidade empresarial brasileira, demandando um conjunto de ajustes e reflexões para a tomada de decisão.

No que tange a administração financeira, além das ferramentas utilizadas para tomada de decisão, a sustentabilidade é outro ponto importante para os gestores financeiros tenham também temas que podem levar ao sucesso empresarial e aumentar a qualidade das decisões financeiras.
A sustentabilidade financeira, enquanto parte da auto-avaliação organizacional, é um processo contínuo por meio do qual a instituição reconhece sua própria realidade, buscando compreender os significados do conjunto de suas atividades para melhorar a qualidade educativa e alcançar maior relevância social.
Numa visão econômica, sustentabilidade significa o retorno financeiro de um projeto, permitindo o seu funcionamento de forma efetiva e indefinida, mesmo depois que a assistência financeira que lhe é oferecida acabar. Atualmente as empresas que não acompanham as necessidades do mercado e as exigências, principalmente as sociais, ficam fadadas a perder espaço e, consequentemente, não atende as exigências do mercado no qual está inserida. Uma experiência é sustentável, quando as diversas forças que se mobilizaram para concretizá-la continuam ativas, depois de terminado o projeto inicial que lhe deu origem
E para dar embasamento a todas as questões elucidadas, a liderança é parte deste processo. Escolher um modelo não é tão simples como pode parecer para alguns. Devem-se observar aspectos como a maturidade do grupo e a própria maturidade dos gestores. Nos estudos de Peter Drucker (1996, p.1) considerado o pai da administração moderna, o líder tem que gerenciar a si próprio; conhecer as suas forças e colocá-las em beneficio dos bons propósitos. A liderança começa, não quando os gestores estabelecem regras para os outros, mas quando ele próprio traça regras exigentes para si. É importante ressaltar que os colaboradores não estão condicionados a um único modelo de liderança. Por isso, os gestores deverão ter a sensibilidade de ser flexível conforme a necessidade da equipe, pois, é impossível ser autoritário e democrático o tempo todo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARAÚJO SANTOS F. A malha técnico-científica. Porto Alegre: UFRGS, 1998.

CONJUNTURA E PLANEJAMENTO, Salvador: SEI, n.128, p.31-37, Janeiro/2005.

Diário do Comércio e Indústria (Caderno Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Sebrae-SP)

FERNANDES, C. B. A comunicação empresarial. Revista de Ciências da Administração. Florianópolis, v. 1, n. 2, ago. 1999.

HELLER R. Como tomar decisões. São Paulo: Publifolha, 1998: 17h23.

LEOTO, Sergio; LEOTO, Magali. Tipos de Liderança. www2.uol.com.br/bibliaworld /smleoto/workshop/lido25.

SACHS, I. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Ed. Garamond, Rio, 2000.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Alguém lembra das denúncias contra a ABONG - Associação Brasileira das ONG's? O povo se esquece muito fácil...

Vou relembrar!

Diretor da Abong esclarece denúncia: "Foi algo visivelmente malicioso"

30 de julho de 2005
Diretor da Associação Brasileira de ONGs, Jorge Eduardo Durão esclarece a notícia que ligou a entidade ao escândalo do mensalão. O episódio, afirma, leva a refletir sobre o momento político, que exigiria das ONGs a retomada do seu papel de crítica.


No dia 26 de julho, uma notícia pegou as ONGs de surpresa. O jornal O Estado de São Paulo trazia reportagem na qual Jorge Eduardo Saavedra Durão, diretor da Fase e da Associação Brasileira de ONGs (Abong), era citado como um dos supostos beneficiados por recursos distribuídos pela agência de publicidade SMP&B, de Marcos Valério, acusado de ser o mentor do esquema do "mensalão". A matéria revelava um depósito da agência para a Abong, em nome de Durão, no valor de R$ 500 mil.

Indignado, o diretor da Abong afirma, em entrevista exclusiva, que pensa em processar o diário paulista, que, segundo ele, foi “malicioso” e não deu espaço para respostas. Durão afirma que a operação foi totalmente legal e que nada foi depositado em seu nome, mas no da instituição que dirige. Tratava-se, explica, de patrocínio da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) para o Fórum Social Mundial. À SMP&B, como agência dos Correios, coube efetuar o depósito.

O episódio, de acordo com Durão, serve para refletir sobre o momento político que vive o país. O Brasil estaria à beira de uma crise institucional muito grande e caberia às ONGs retomar seu papel de crítica e de educação política para contornar a situação. “Afinal”, ironiza, “não foram os movimentos sociais que abriram mão de um projeto político de transformação.social “.

Nesta entrevista, ele mostra que a Abong e outras instituições já se mobilizam para provar isso. No dia 16 de agosto será lançado um novo movimento, chamado “Democracia é com Ética”, o qual pretende pressionar o Congresso a punir os envolvidos nas denúncias de corrupção.

Rets - Como surgiu a denúncia de envolvimento com o escândalo do "mensalão"?

Jorge Eduardo Durão - O Estadão distorceu o fato que ele mesmo estava denunciando. Houve um depósito feito pela agência de publicidade SMP&B na conta da Abong. E o Estadão, por sua conta e risco, colocou que tinha sido em meu nome. Na verdade, meu nome só aparece no recibo que a Abong deu aos Correios.

Conversei com algumas pessoas e elas me explicaram como funcionam essas transações. Algumas empresas estatais possuem um departamento de marketing, responsável pela transferência de recursos de publicidade. Essas empresas normalmente fazem pagamentos diretamente, mas outras, que não têm a mesma estrutura, contratam o serviço de agências.

Há um decreto de 2003 determinando que isso sempre passasse pelas agências, mas não sei como é feita a aplicação. No caso do Fórum Social Mundial, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Infraero fizeram o depósito diretamente. Só no caso dos Correios houve intermediação, e isso foi algo tão irrelevante para nós que ficamos totalmente surpresos quando surgiu a notícia. Não nos lembrávamos disso, pois, na verdade, o único contato entre a SMP&B e a Abong foi essa transferência. Nunca houve nenhuma reunião, tudo foi feito com os Correios.

A contrapartida foi evidente: havia um estande no FSM e participei de um evento de lançamento de um selo comemorativo dos Correios como parte do acordo.

Portanto, pelo que já apurei, haverá outras entidades na mesma situação. Está claro que as mesmas empresas que operavam esse esquema também operavam em atividades normais dos Correios.

Rets - Então você, Jorge Eduardo Durão, não teve nenhum contato com a agência?

Jorge Eduardo Durão - Não. Acho que vou processar o Estado de São Paulo por danos morais. Só não digo que vou pois ainda preciso me informar melhor sobre os custos e dificuldades. Mas foi algo visivelmente malicioso.

Rets - Haveria alguma intenção de atingir as ONGs em geral?

Jorge Eduardo Durão - O Estado de São Paulo faz ataques a ONGs sistematicamente e nós nunca conseguimos responder. Eles não abrem espaço nenhum para nós. É um jornal extremamente retrógrado, que desde suas origens defende o beneficiamento de setores pelo poder público. Desde a oligarquia cafeeira, no começo de sua história, até o agronegócio atual.

Rets - Há possibilidade de surgir alguma irregularidade no contrato entre a SMP&B e os Correios que em algum momento possa afetar a imagem da Abong?

Jorge Eduardo Durão - Não há. A ECT fez um contrato amplo de serviços de publicidade com a SMP&B. Se há algum desvio na relação entre a empresa e a agência, não faço idéia. Isso a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) deve investigar.

Rets - No começo do atual governo, a Abong expressava esperança com os rumos do país. Como fica agora a relação da entidade com o governo em relação à construção de políticas públicas?

Jorge Eduardo Durão - A Abong mantém uma postura crítica. Há pouco dias estive no Fórum Franco-Brasileiro, evento que faz parte do Ano do Brasil na França. No encerramento, o presidente Lula apareceu. Critiquei a falta de coerência entre o que propunha com o governo da França, em termos de criação de novas taxas internacionais para o combate à fome e à pobreza, e a política econômica do Brasil, que impede a redução das desigualdades.

Falei isso na presença do presidente da República. A Abong subscreveu, junto com a Coordenação dos Movimentos Sociais, um documento em que mais uma vez exigimos a mudança da política econômica e a apuração de todos os casos de corrupção.

Só podemos ter uma posição: completa independência em relação ao governo e exigir que tudo seja apurado, atinja quem atingir.

Rets - Existe uma identificação histórica das ONGs com membros do atual governo. Essa relação pode servir para arranhar a imagem das ONGs?

Jorge Eduardo Durão - Evidente, mas depende da capacidade das ONGs de manterem sua independência política para que isso não aconteça. Estou otimista. Nos últimos dias participei de reuniões de um grupo que está se constituindo, mas ainda não tem nome definido. Deve ser algo como “Democracia se faz com ética”. Senti que já foi dado um grande passo para a conscientização em torno da idéia de que neste momento não dá para fazer nenhuma concessão em nome de uma trajetória em comum. Afinal, não foram os movimentos sociais que abriram mão de um projeto político de transformação.social.

O governo tem uma grande contradição: não tem como mobilizar apoios na sociedade porque não tem como atingir os objetivos desses segmentos. Não há nada mais absurdo do que ver o governo nesse diálogo com o [ex-ministro] Delfim Neto sobre essa proposta impopular e chocante de se obter déficit nominal zero. Isso significaria estrangular as políticas sociais para levar adiante uma austeridade fiscal que só não é austera com os credores da dívida pública, que já lucraram vários PIBs [Produto Interno Bruto] graças à manutenção de altas taxas de juros.

Rets - Poderia explicar mais sobre o movimento “Democracia É com ética”?

Jorge Eduardo Durão - É um grupo de entidades que vem se reunindo em Brasília e provavelmente será lançado oficialmente no dia 16 de agosto. Esse conjunto de entidades, que lançou há algumas semanas a Carta ao Povo Brasileiro, luta por uma reforma econômica, política e pela participação popular.

Rets - Quais são as reivindicações?

Jorge Eduardo Durão - Não posso antecipar detalhes, pois ainda há pontos em aberto, mas uma coisa é consensual em relação à reforma política: financiamento público de campanhas. Em relação à corrupção, que se apure tudo, se afastem todos os culpados e que sejam punidos corretamente. Não fazer nenhum tipo de “acordão”. Nos preocupa bastante esse ambiente de acordo entre governo e oposição, a idéia de que se todos meteram a mão na lama é preciso fazer um acordo institucional. Isso, sim, geraria uma crise institucional. A única maneira de evitar algo assim é apurar tudo o que foi feito por governo e oposição.

Rets - No que o financiamento público de campanhas pode melhorar a vida política brasileira?

Jorge Eduardo Durão - A base do esquema do mensalão é o recebimento de fundos públicos e privados para montar caixa para campanhas. Se você proibir esses financiamentos e tornar o caixa dois um crime inscrito no código penal, em vez de ser crime eleitoral, seriam passos para coibir esse tipo de ação.

Mas é claro que isso é bastante complicado, pois envolve outras questões que ainda não estão resolvidas. Por exemplo: se você tem uma lista única partidária, torna mais fácil o financiamento público. O atual sistema, no qual o candidato de um partido concorre com outro do mesmo partido, torna muito mais difícil o controle dessas práticas. Outros problemas são essas eleições à base de publicitários. São campanhas com custo exorbitante. O ideal seria disciplinar as campanhas, sem voltar aos retratinhos da ditadura, mas distante desse espetáculo caríssimo.

Rets - No começo do governo havia uma grande esperança também por parte da opinião pública, mas houve essa reviravolta. Ainda é possível acreditar na política nacional?

Jorge Eduardo Durão - A opinião pública precisa acreditar na política. Nós que defendemos a democracia participativa e representativa temos um papel a cumprir nesse momento, indo para as ruas, intensificando o diálogo entre vários setores, agindo como cidadãos. O exercício da cidadania é fundamental nesse momento.

O papel das organizações da sociedade civil, não só das ONGs, mas também dos sindicatos, movimentos sociais, OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] e outras que não têm caráter partidário, é manter viva a chama política.

Completei 60 anos recentemente e, no meu aniversário, cheguei a afirmar que, com os amigos que tenho, fico tentado a me retirar da vida pública. mas acho que não podemos fazer isso em hipótese alguma. Temos que nos mobilizar. é uma crise muito séria, com elementos para uma crise institucional muito séria.

Rets - Essa crise traz riscos para a democracia?

Jorge Eduardo Durão - A pergunta sobre a credibilidade já é expressão de um dos riscos. Outro risco é de haver uma fratura na opinião pública. De um lado está um presidente com apoio popular, de outro uma oposição que já fala em impeachment – apesar de ninguém ter proposto – e também esse Congresso, que enquanto não fizer uma limpeza interna não vai recuperar sua credibilidade. Ou seja, são ingredientes explosivos.

Há também uma dimensão fundamental, que acho que deveria ser apurada dessa vez: o papel do poder econômico, das empresas. Fico revoltado quando abro o jornal e leio que duas instituições financeiras, duas multinacionais e um grande grupo nacional foram identificados pela CPI dos Correios. Por que não dão o nome dessas empresas e desses bancos? Aí aparece um cidadão motorista de sicrano, que não tem responsabilidade sobre nada, e é ligado ao escândalo. Ou seja, os corruptores continuam encobertos.

Rets - E qual é o papel das ONGs nesse momento?

Jorge Eduardo Durão - Devemos retomar nosso papel educativo, produzindo material informativo para entrar nessa discussão. Além disso, é preciso enfrentar o giro à direita dado pelo governo, como a mudança de cargos no Ministério das Cidades, o rebaixamento da Secretaria de Direitos Humanos, e com a ameaça de o mesmo acontecer com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial. Também é papel se engajar numa campanha ampla da sociedade civil para atuar como um ator coletivo.

Rets - Como elas podem fazer isso, se muitas são dependentes de recursos governamentais?

Jorge Eduardo Durão - Isso precisa ser esclarecido. O financiamento é público, pertence à sociedade e não ao governo. Você quer saber se as ONGs têm condições de manter sua independência política. A ONG que não consegue fazer isso está condenada a, num primeiro momento, ser desacreditada e não ter muito futuro. Precisamos diversificar as fontes de financiamento, pois não há nenhum recurso que não possua algum tipo de condicionalidade. Se recebo fundos da cooperação internacional, também estou submetido a condicionalidades. Algumas possuem contribuições privadas. O ideal é obter um mix para atingir autonomia.

Fonte: http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=115&Itemid=1

terça-feira, 28 de julho de 2009

Responsabilidade Social, coisa e tal e, também, empresarial. Que negócio complexo!


Pois é meus caros leitores blogueiros, que tema amplo e complexo.

Passando por algumas crises existenciais, de direcionamento do meu próprio discurso social, das minhas defesas solidárias e por um mundo mais democrático e participativo, me deparo sempre com uma questão chave: Como fazer Responsabilidade Social, inserido num mundo globalizado e capitalista? Agora o poder estão chamando isso de Responsabilidade Social Corporativa, empresarial, organizacional, ou algum nome melhor que quiera dar a esse tema.

Onde quero chegar com isso? Acredito que quero chegar num denominador comum quanto as práticas socialmente responsáveis, mais é sempre bom entender que ser socialmente responsável não é ajudar uma comunidade, implantar um projeto social é, na verdade, uma cadeia de atitudes pessoais (ética), sociais (consciência), econômicas (equilíbrio e distribuição de riquezas)... posso elencar várias atitudes, como também, uma atitude ambiental...

Só tenho uma percepção minha que preciso compartilhar com vocês!

Nossa juventude do futuro é a nossa consciência do passado e presente, uma consciência amadora e verde.


Tantas discurssões empresariais, tantas ambições, tanto "papel" no meio do povo, e só tenho uma certeza, posso estar errado, mais a minha certeza é:

ESTAMOS PERDENDO AS NOSSAS VIDAS.

Até logo!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Cultura de Lá, Educação Popular de Cá, Politicagem pra lá!

Olá pessoas, como é incrível o poder que a arte têm sobre as pessoas, sobretudo, nas crianças!

O poder que a cultura tem de mobilizar, sensibilizar e aglutinar crianças, jovens e familias é impressionante. Fato vivenciado de perto através do PROJETO PIM - www.projetopim.com - Cultura, arte, dança, música, manifestação popular, tudo num só movimento!

Isso é Educação Popular, transformando e educando nossos jovens de hoje e do amanhã, por que do passado, as histórias e estórias já se foram e, também, são jovens sem nenhum suporte educacional, podemos dizer, sem nenuma educação.

Enfim, não quero escrever muito sobre isso, pois abre um leque de assuntos que quero abordá-los continuamente!

Mais só uma deixa. Existe vontade política no Brasil?

A UNE - União Nacional do Estudantes já virou um partido político, entidade que deveria defender políticas públicas para nossa juventude de meu Deus e criar soluções e propostas de desenvolvimento para nossa gente, agora fica atrelada a interesses partidários!

Será que somos um país democrático? De livre expressão? Somos livres?

Desabafos e desabafos...

Até a próxima!

Abraços!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Trabalho Comunitário: Um desafio!!!

Olá pessoal,

As vezes paro e penso, por que é tão difícil entender as pessoas? Entender as comunidades organizadas ou não?

É difícil de explicar, mais devido a algumas experiências interessantes, comecei a seguir uma afirmação de um estrategista brasileiro e meu professor na epoca de faculdade, Dr. José Hamilton, ele dizia assim:

"Todo e qualquer estrategista, administrador ou mercadólogo deve ter em suas prateleiras, livros de medicina para entender o funcionamento das descargas elétricas, campos, espaços da mente. Já os livros de psicologia são para entender a formação de carater e como as pessoas pensam antes de agir ou não".

Achei isso fantástico. Sugiro essa estratégia para os profissionais que fazem trabalhos comunitários, para entender melhor a mente das pessoas, que é um grande desafio do ser humano, que precisa "se entender" também.

Essa reflexão traz para o tema Trabalho Comunitário importantes formas de abordar pessoas, comunidades organizadas, lideranças comunitárias, interesses diversos e, também, VAIDADES.

A grande dica é: Seja uma pessoa da comunidade também, consiga entrar na cozinha destas pessoas, fique muito tempo conversando com elas, ame o que está fazendo..

Trabalhos em comunidades são prazeiros, desde o momento que voce esteja fazendo parte delas.

SINTA-SE DA COMUNIDADE!

Até a próxima!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Intercâmbio Cultural. Uma prática com várias controvérsias!

Olá meu caros seguidores e amigos, vou abordar hoje uma palavra que vem sendo usada para denominar ações culturais que tem como objetivo promover a troca de costumes, de manifestações culturais, o folclore, enfim, é o estabelecimento de troca de experiências.

O que vejo no mercado cultural é a utilização deste conceito de forma errônea. Como podemos presenciar projetos de intercâmbio e, na verdade, não tem intercâmbio?!?!?!?!?!?! Ainda sim, somos enganados sempre, ainda sim, patrocínios culturais, leis de incentivos, aprovam essas práticas irreais.

A configuração deste tipo de evento é meramente de mostra. Mostra cultural, mostra racial, mostra musical, mostra de dança, tudo sendo aplicado como MOSTRA. Onde estão as trocas? Onde aparece o aprendizado? Onde estão as sensibilizações? Onde ficam as fusões de conhecimento?

A produção cultural, o fomento cultural Brasileiro precisa estar atendo a essas práticas. Não consigo enxergar ainda uma verdadeira ação cultural num formato de intercâmbio artístico, por exemplo. As experiências não se cruzam e não se interpretam... isso é a falha!!!

Intercâmbio é a troca de experiência, de conhecimento, de fusão!

BRASIL X ANGOLA

BRASIL X FRANÇA (Esse ano da França no Brasil ninguém merece!)

BRASIL X EUA

BRASIL X JAPÃO


Desilusão, desilusão, samba eu, samba você, na dança da solidão..... como diria os versos da música cantada por Marisa Monte. Uma desilusão cultural.

Até a próxima!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

PROFISSÃO: "Dependentes do Poder Público"..

Olá pessoal, depois de um tempinho sem nenhuma postagem, volto falando um pouco sobre comunidades...

É uma vivência! As comunidades precisam se organizar mais, independente qual seja o foco.

E possível entender que comunidades pequenas ficam dependentes do poder público, devido às suas fragilidades, inquietações e inexperiências, mais parece que ser "DEPENDENTE" das esferas públicas está virando profissão. É dificil de acreditar, mais eu vivenciei isso.

No momento de aplicação de um projeto social, fui apresentar primeiramente para às comunidades qual o objetivo do projeto e, também, os processos de implantação e seus resultados, logo fui indagado: "Iuri, a prefeitura/secretaria já está sabendo desse projeto?"

Respondi que os municípios já foram informados, só ainda não sabiam da logística do projeto, porém eu estava primeiro legitimando a comunidade para que eles soubessem da ação que seria implantada logo mais e fui questionado o por que ainda nao tinha comunidade ao poder público.

Nesse instante eu parei, pensei comigo mesmo, o quanto certas comunidades são dependentes do poder público. Analisei friamente a situação e conclui que existe uma profissão "DEPENDENTES DO PODER PÚBLICO".

Como posso legitimar uma certa comunidade se eles não querem? Como posso ser parceiro de uma comunidade se primeiro elas querem que eu fale com a prefeitura?

Independente de qual seja o financiador do projeto, acredito que as comunidades precisam se organizar mais, mais e mais para receber projetos de grande porte.

Vamos refletir!

Até a próxima!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O Dialeto Baiano!

O baiano, soteropolitano, é mesmo criativo. Só é andar um pouco pela cidade de Salvador que conseguimos identificar um dialeto, acredito que podemos dizer assim, um “Dialeto Baiano”.

Uma mistura, uma diversidade, uma conjuntura, algumas combinações esdrúxulas e, também, por que não, diferentes.

Como alguém consegue pronunciar RUMÁLADISGRAÇA ???

O baiano consegue!

A partir de hoje vou usar algumas pérolas da nossa Língua Portuguesa Baiana!

Falow "meu brodi".

Até a próxima!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Da religião a música. Cultura Negra, fazemos parte dela!

Em levantamentos recentes, aproximadamente 3 milhões de brasileiros (1,5% da população total) declararam o candomblé como sua religião. Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros. Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas mutuamente como exclusivas, e muitos povos de outras crenças religiosas — até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras — participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro.

No curso da década de 1960, o candomblé foi se espalhando da Bahia para todo o Brasil, seguindo a trilha já aberta pela vertente umbandista. Foi se transformando e se adaptando a novas condições sociais e culturais. Religião que agora é de todos, o candomblé enfatiza a idéia de que a competição na sociedade é bem mais aguda do que se podia pensar, que é preciso chegar a níveis de conhecimento mágico e religioso muito mais densos e cifrados para melhor competir em cada instante da vida, que o poder religioso tem amplas possibilidades de se fazer aumentar.

O Brasil recebeu muitos escravos cultos, que se estabeleceram nas casas de fazendeiros, principalmente na Bahia. Os escravos mais revoltados eram enviados para as lavouras de café nas regiões Sul e Sudeste. A Bahia foi favorecida nesse processo, ganhando uma riqueza cultural enorme.

Candomblé, culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é uma das Religiões Afro-Brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em países adjacentes como Uruguai, Argentina, e Venezuela.

A religião, que tem por base a "anima" (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás/ Inquices / Voduns, sua cultura, e seus dialetos, entre 1549 e 1888.

Embora confinado originalmente à população de escravos, proibido pela igreja Católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. É agora uma das religiões principais estabelecidas, com seguidores de todas as classes sociais e dezenas de milhares de templos.

Os africanos também trouxeram consigo sua religião - o candomblé - e sua cultura, que inclui as comidas, a música, o modo de ver a vida e muitos dos seus mitos e lendas. Trouxeram ainda - é claro - as línguas e dialetos que falavam.

Os vocábulos também vieram de diferentes povos africanos, os jejes e os nagôs (que falavam línguas como o fon e o ioruba). Palavras como "acarajé", "gogó", "jabá" e muitas outras passaram a fazer parte do nosso vocabulário, foram incorporados à nossa cultura. Em geral, trata-se de nomes ligados à religião, à família, a brincadeiras, à música e à vida cotidiana.

Na Bahia, a predominância de atividades em torno da cultura afro-brasileira está em grande ascensão, o que está faltando para que essas raízes negras possam ganhar notoriedade perante a sociedade brasileira é a construção de um documento que seja rico em pesquisa, história e cultura.

Valeu. Até à próxima!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

MUSICA NA ESCOLA AGORA É LEI

UMA GRANDE VITÓRIA PARA NOSSA CULTURA.

Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o O art. 26 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido do seguinte § 6o:

"Art. 26. ..................................................................................
................................................................................................
§ 6o A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2o deste artigo." (NR)

Art. 2o (VETADO)

Art. 3o Os sistemas de ensino terão 3 (três) anos letivos para se adaptarem às exigências estabelecidas nos arts. 1o e 2o desta Lei.

Art. 4o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 18 de agosto de 2008; 187o da Independência e 120o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
Este texto não substitui o publicado no DOU de 19.8.2008

terça-feira, 26 de maio de 2009

O que é Merchandising?


Olá meus caros leitores,

Queria destacar hoje, um assunto muito discutido no mundo corporativo atualmente e que, ainda, existem controversias quanto ao conceito da palavra e da ação em si. Trata-se do Merchandising, ferramenta de marketing, formada pelo conjunto de técnicas responsáveis pela informação e apresentação destacada dos produtos no ponto-de-venda, de uma forma que possa acelerar sua rotatividade. Repito novamente, no PONTO DE VENDA. A foto acima, explica bem o que é a terminologia e o que eu estou querendo dizer, um determinado produto no seu local de venda bem organizado, enfeitado ludicamente e estrategicamente para atrair o seu consumidor alvo. Poderiam estar também no local, promotoras de merchandising (aquelas meninas bem maquiadas, lindas) para dar um reforço a mais na ação de marketing.

No Brasil, o termo é usado erroneamente, servindo para denominar a inserção de propaganda em obras de áudio e vídeo, como novelas, filmes, etc, de maneira a mesclar a divulgação do produto ao que está sendo exibido. Para esta prática, o termo correto seria Tie-In.

Então para ficar claro, quando aparecer na novela ou em algum filme um artista bebendo refrigerante de uma determinada marca, não confunda com MERCHANDISING. Mais uma vez, merchandising é ação promocional no PDV.

Então fica registrado qual o conceito correto da palavra merchandising.

Até a próxima!

sábado, 23 de maio de 2009

Samba de Roda. Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira!


O Samba de roda foi considerado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como patrimônio imaterial. O ritmo e dança teve sua candidatura ao Livro do Tombo (que registra os patrimônios protegidos pelo IPHAN) lançada em 4 de outubro de 2004, e, depois de ampla pesquisa a respeito de sua história, o samba-de-roda foi finalmente registrado como patrimônio imaterial em 25 de novembro de 2005, status que traz muitos benefícios para a cultura popular e, sobretudo, para a cultura do Recôncavo Baiano, berço do samba-de-roda.

Para quem não sabe, o Samba de Roda acompanhado de sua dança e alegria, nasceu no recôncavo do estado da Bahia, nos municípios de Cipó, Candeias, Cachoeira – nas festas do São João e da Boa Morte - São Félix, Muritiba, Conceição do Almeida, Santo Amaro – na festa de Nossa Senhora da Purificação - São Francisco do Conde. Isso é Nordeste do Brasil.

Enfim, temos uma ação que valoriza a historicidade da cultura nordestina, porém, ainda, não vejo politicas culturais para que as manifestações de cultura popular possam ganhar notoriedade na sociedade capitalista brasileira.

Deixo aqui registrado a iniciativa federal, porém ainda NÃO satisfeito. O descaso com nossa cultura popular é grande.

Até à próxima!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Perdigão com Sadia. Sadia com Perdição. Que absurdo essa união!


Uma empresa que terá 65% do mercado de margarinas, 57% de industrializados de carne, 68,3% de pizzas e 88% de massas prontas está prestes a nascer. Brasil Foods deverá ser o nome da companhia que resultará da união entre Perdigão e Sadia, após meses de negociação.
Fonte: Valor Econômico


Mais uma vez o sistema capitalista toma conta da sociedade. Somos nós mesmos que provocamos certas ozadias com "Z" no mundo dos negócios.

Agora estamos comprando somente de 01 empresa determinados produtos!

Onde estão os orgãos reguladores?

Para refletir!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Patrocínios culturais não favorecem a Região Nordeste e nem a Bahia! Como isso é possível? Existe lógica nessa afirmação?

De acordo com o Minc, em 2008, a Bahia captou R$ 7 milhões em renúncia fiscal via lei Rouanet. Foi a segunda maior captação do Nordeste, ficando atrás apenas do Ceará, que captou R$ 7,8 milhões. Mas basta comparar com os maiores captadores do País para se ter uma idéia do abismo que separa os Estados. São Paulo ficou com R$ 336,8 milhões, seguido do Rio de Janeiro, com R$ 270,7 milhões. Em 18 anos de vigência da Lei Rouanet, a Bahia captou R$ 142,3 milhões para projetos culturais – praticamente metade do que o Rio captou somente em 2008, e pouco mais de um terço do que captou SP no mesmo ano.

Estamos num celeiro artístico-cultural imenso. Em cada canto desta região e, em especifico, da Bahia, existe uma manifestação cultural de grande riqueza, historicidade e diversidade. Ainda sim, ficamos a mercê de uma corja gerencial, centralizadora e capitalista somente em determinadas regiões brasileiras, regiões essas de interesse político e de capital.

Em abril 2209, saiu uma notícia escandalosa no jornal de maior circulação da Bahia onde estavam sendo expostos números absurdos referente a distribuição de incentivos fiscais e culturais no Brasil. É na Região Sudeste, diga-se de passagem, que se concentra a maior parte dos recursos destinados ao apoio e desenvolvimento da cultura. Os números são extremamente excludentes e, ainda posso dizer, já que estamos num país chamado Brasil, que dizem ter “LIBERDADE DE EXPRESSÃO”, discriminatório.

Historicamente, a região nordeste fica de fora de várias questões importantes para o desenvolvimento social, econômico e cultural do país. Acredito que somos vistos como o interior “seco” do Brasil e sempre somos uma “sociedade” nordestina vista com outros olhos, com um olhar diferenciado, mais nada que venha a favorecer este povo sofrido, geograficamente localizado numa região que sofre com fenômenos da natureza, são enchentes, secas que trazem diversos problemas sociais e assistenciais. Ainda sim, temos uma riqueza cultural imensurável.

Acredito que não preciso mais tecer algum comentário sobre esse descaso com a cultura nordestina.

Até a próxima!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

UNIÃO COMPRAS. Uma economia solidária duvidosa.


Olá companheiros, depois de 9 meses sem atualizar o meu blog, volto a todo vapor meio revoltado com as diversas situações que vem acontecendo no meio cultural. São absurdos que vou comentar nesse meu retorno. Vou começar criticando o que está sendo chamado de “UNIÃO COMPRAS - www.uniaocompras.com.br”. Antes de criticar vou falar o que significa ECONOMIA SOLIDÁRIA.


É uma forma de produção e distribuição de riqueza centrada na valorização do ser humano (e não do capital), de base associativista e cooperativista, voltada para a produção, consumo e comercialização de bens e serviços, de modo autogerido, tendo como finalidade à

reprodução ampliada da vida.


Iniciativa que vem sendo propagada nos meios de comunicação da Bahia, utilizando os conceitos de Economia Solidária para vender um programa de pontos capitalista e totalmente financeiro. O que não consigo aceitar é a forma que essa proposta está sendo passada para a população baiana.


Fui fazer a minha inscrição e me deparei com algumas particularidades extremamente absurdas como a cobrança de uma anuidade de R$ 100 e sendo o valor mínimo de consumo de R$ 160 por mês (depois de julho de 2009), bônus de R$3,00 para cada adesão... em “SUA” comunidade, bônus de 0,3% sobre consumo (imagino desta comunidade). Estas e outras informações do site me dá uma impressão totalmente negativa e a forma de utilizar as ferramentas de marketing de nível e promoção de vendas para as lojas associadas que investem muito na criação e divulgação do site, onde "economia solidária" ou "moeda social" está em evidência. Ainda quero encontrar onde estão os princípios de Economia Solidária.


Até onde eu sei sobre o tema, a Economia Solidária parte dos princípios da colaboração, cooperação e da solidariedade.


Aprendi também que O ser humano é o centro, pois esta economia visa o bem estar coletivo e a reprodução ampliada da vida.


Existe espaço para todos no mercado, pois

há uma situação de abundância.


A sociedade controla a economia


Autogestão:

ninguém manda e ninguém obedece

todos cooperam!


Pois é, UNIÃO COMPRAS. Uma propaganda enganosa.