O baiano, soteropolitano, é mesmo criativo. Só é andar um pouco pela cidade de Salvador que conseguimos identificar um dialeto, acredito que podemos dizer assim, um “Dialeto Baiano”.
Uma mistura, uma diversidade, uma conjuntura, algumas combinações esdrúxulas e, também, por que não, diferentes.
Como alguém consegue pronunciar RUMÁLADISGRAÇA ???
O baiano consegue!
A partir de hoje vou usar algumas pérolas da nossa Língua Portuguesa Baiana!
Falow "meu brodi".
Até a próxima!
segunda-feira, 15 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Da religião a música. Cultura Negra, fazemos parte dela!
Em levantamentos recentes, aproximadamente 3 milhões de brasileiros (1,5% da população total) declararam o candomblé como sua religião. Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros. Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas mutuamente como exclusivas, e muitos povos de outras crenças religiosas — até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras — participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro.
No curso da década de 1960, o candomblé foi se espalhando da Bahia para todo o Brasil, seguindo a trilha já aberta pela vertente umbandista. Foi se transformando e se adaptando a novas condições sociais e culturais. Religião que agora é de todos, o candomblé enfatiza a idéia de que a competição na sociedade é bem mais aguda do que se podia pensar, que é preciso chegar a níveis de conhecimento mágico e religioso muito mais densos e cifrados para melhor competir em cada instante da vida, que o poder religioso tem amplas possibilidades de se fazer aumentar.
O Brasil recebeu muitos escravos cultos, que se estabeleceram nas casas de fazendeiros, principalmente na Bahia. Os escravos mais revoltados eram enviados para as lavouras de café nas regiões Sul e Sudeste. A Bahia foi favorecida nesse processo, ganhando uma riqueza cultural enorme.
Candomblé, culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é uma das Religiões Afro-Brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em países adjacentes como Uruguai, Argentina, e Venezuela.
A religião, que tem por base a "anima" (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás/ Inquices / Voduns, sua cultura, e seus dialetos, entre 1549 e 1888.
Embora confinado originalmente à população de escravos, proibido pela igreja Católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. É agora uma das religiões principais estabelecidas, com seguidores de todas as classes sociais e dezenas de milhares de templos.
Os africanos também trouxeram consigo sua religião - o candomblé - e sua cultura, que inclui as comidas, a música, o modo de ver a vida e muitos dos seus mitos e lendas. Trouxeram ainda - é claro - as línguas e dialetos que falavam.
Os vocábulos também vieram de diferentes povos africanos, os jejes e os nagôs (que falavam línguas como o fon e o ioruba). Palavras como "acarajé", "gogó", "jabá" e muitas outras passaram a fazer parte do nosso vocabulário, foram incorporados à nossa cultura. Em geral, trata-se de nomes ligados à religião, à família, a brincadeiras, à música e à vida cotidiana.
Na Bahia, a predominância de atividades em torno da cultura afro-brasileira está em grande ascensão, o que está faltando para que essas raízes negras possam ganhar notoriedade perante a sociedade brasileira é a construção de um documento que seja rico em pesquisa, história e cultura.
Valeu. Até à próxima!
No curso da década de 1960, o candomblé foi se espalhando da Bahia para todo o Brasil, seguindo a trilha já aberta pela vertente umbandista. Foi se transformando e se adaptando a novas condições sociais e culturais. Religião que agora é de todos, o candomblé enfatiza a idéia de que a competição na sociedade é bem mais aguda do que se podia pensar, que é preciso chegar a níveis de conhecimento mágico e religioso muito mais densos e cifrados para melhor competir em cada instante da vida, que o poder religioso tem amplas possibilidades de se fazer aumentar.
O Brasil recebeu muitos escravos cultos, que se estabeleceram nas casas de fazendeiros, principalmente na Bahia. Os escravos mais revoltados eram enviados para as lavouras de café nas regiões Sul e Sudeste. A Bahia foi favorecida nesse processo, ganhando uma riqueza cultural enorme.
Candomblé, culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é uma das Religiões Afro-Brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em países adjacentes como Uruguai, Argentina, e Venezuela.
A religião, que tem por base a "anima" (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás/ Inquices / Voduns, sua cultura, e seus dialetos, entre 1549 e 1888.
Embora confinado originalmente à população de escravos, proibido pela igreja Católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. É agora uma das religiões principais estabelecidas, com seguidores de todas as classes sociais e dezenas de milhares de templos.
Os africanos também trouxeram consigo sua religião - o candomblé - e sua cultura, que inclui as comidas, a música, o modo de ver a vida e muitos dos seus mitos e lendas. Trouxeram ainda - é claro - as línguas e dialetos que falavam.
Os vocábulos também vieram de diferentes povos africanos, os jejes e os nagôs (que falavam línguas como o fon e o ioruba). Palavras como "acarajé", "gogó", "jabá" e muitas outras passaram a fazer parte do nosso vocabulário, foram incorporados à nossa cultura. Em geral, trata-se de nomes ligados à religião, à família, a brincadeiras, à música e à vida cotidiana.
Na Bahia, a predominância de atividades em torno da cultura afro-brasileira está em grande ascensão, o que está faltando para que essas raízes negras possam ganhar notoriedade perante a sociedade brasileira é a construção de um documento que seja rico em pesquisa, história e cultura.
Valeu. Até à próxima!
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