As palavras possuem forças. Produção, gestão, cultura, economia da cultura, Pluralidade cultural, democratização, intervenção, captação de recursos, enfim, termos que embelezam as práticas culturais na Bahia e no Brasil.
Existe uma análise critica pessoal sobre o processo da produção e gestão cultural baiana, passando por uma história de aproximadamente 16 anos sob uma mesma gestão e a integração com as ações sistêmicas da área de Turismo. Essa minha incondicional critica a gestão da cultura baiana se dar por conta da “mesmice” que as produções baianas trazem para o mercado baiano e brasileiro. Vamos analisar as principais manifestações culturais que existem no meio artístico, tem o carnaval de Salvador, a maior festa popular de rua do mundo “globalizado” que continua com os mesmos problemas de sempre, como a regularização da mão de obra, a concentração de capital para alguns poucos blocos de trio, a exclusão de manifestações históricas de matrizes africanas e negras e a NÃO valorização de entidades de grande relevância e apelo popular, a NÃO integração organizada das esferas de regulação governamental e, o mais grave, a falta de inclusão social numa festa que gera milhões e milhões de recursos.
Vejam a tradicional Lavagem do Bonfim, uma mistura de sagrado e profano, onde antes os trios invadiam as ruas do comércio, hoje, as alegorias e grupos organizados de dança e de música, arrastam multidões até a colina sagrada. Isso tudo acontece de uma forma popular, sem organização. Como podemos sentir e fazer a produção cultural baiana sem procedimentos técnicos? Sem uma devida atenção a GESTÃO? Como podemos potencializar tais manifestações sem a análise técnica? Sem a articulação devida?
A Bahia precisa entender que a essência artística não tem força se a gestão cultural não tiver presente em todo seu processo de construção cultural.
Quando eu começo a falar sobre gestão, eu fico numa inquietude tremenda. Gestão é tudo num processo cultural, a visão é estratégica, é sistêmica, é comunicacional, é de gestão de pessoas, é de gestão financeira, é de formulação de projetos, é de articulação.
A Gestão Cultural Baiana deve ser encarada dessa forma, ampla, estratégica e inovadora.
Até a próxima!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
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