segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A Gestão Cultural na Bahia: Uma questão técnica de gestão.

As palavras possuem forças. Produção, gestão, cultura, economia da cultura, Pluralidade cultural, democratização, intervenção, captação de recursos, enfim, termos que embelezam as práticas culturais na Bahia e no Brasil.

Existe uma análise critica pessoal sobre o processo da produção e gestão cultural baiana, passando por uma história de aproximadamente 16 anos sob uma mesma gestão e a integração com as ações sistêmicas da área de Turismo. Essa minha incondicional critica a gestão da cultura baiana se dar por conta da “mesmice” que as produções baianas trazem para o mercado baiano e brasileiro. Vamos analisar as principais manifestações culturais que existem no meio artístico, tem o carnaval de Salvador, a maior festa popular de rua do mundo “globalizado” que continua com os mesmos problemas de sempre, como a regularização da mão de obra, a concentração de capital para alguns poucos blocos de trio, a exclusão de manifestações históricas de matrizes africanas e negras e a NÃO valorização de entidades de grande relevância e apelo popular, a NÃO integração organizada das esferas de regulação governamental e, o mais grave, a falta de inclusão social numa festa que gera milhões e milhões de recursos.

Vejam a tradicional Lavagem do Bonfim, uma mistura de sagrado e profano, onde antes os trios invadiam as ruas do comércio, hoje, as alegorias e grupos organizados de dança e de música, arrastam multidões até a colina sagrada. Isso tudo acontece de uma forma popular, sem organização. Como podemos sentir e fazer a produção cultural baiana sem procedimentos técnicos? Sem uma devida atenção a GESTÃO? Como podemos potencializar tais manifestações sem a análise técnica? Sem a articulação devida?

A Bahia precisa entender que a essência artística não tem força se a gestão cultural não tiver presente em todo seu processo de construção cultural.

Quando eu começo a falar sobre gestão, eu fico numa inquietude tremenda. Gestão é tudo num processo cultural, a visão é estratégica, é sistêmica, é comunicacional, é de gestão de pessoas, é de gestão financeira, é de formulação de projetos, é de articulação.

A Gestão Cultural Baiana deve ser encarada dessa forma, ampla, estratégica e inovadora.

Até a próxima!

Nenhum comentário: