De acordo com o Minc, em 2008, a Bahia captou R$ 7 milhões em renúncia fiscal via lei Rouanet. Foi a segunda maior captação do Nordeste, ficando atrás apenas do Ceará, que captou R$ 7,8 milhões. Mas basta comparar com os maiores captadores do País para se ter uma idéia do abismo que separa os Estados. São Paulo ficou com R$ 336,8 milhões, seguido do Rio de Janeiro, com R$ 270,7 milhões. Em 18 anos de vigência da Lei Rouanet, a Bahia captou R$ 142,3 milhões para projetos culturais – praticamente metade do que o Rio captou somente em 2008, e pouco mais de um terço do que captou SP no mesmo ano.
Estamos num celeiro artístico-cultural imenso. Em cada canto desta região e, em especifico, da Bahia, existe uma manifestação cultural de grande riqueza, historicidade e diversidade. Ainda sim, ficamos a mercê de uma corja gerencial, centralizadora e capitalista somente em determinadas regiões brasileiras, regiões essas de interesse político e de capital.
Em abril 2209, saiu uma notícia escandalosa no jornal de maior circulação da Bahia onde estavam sendo expostos números absurdos referente a distribuição de incentivos fiscais e culturais no Brasil. É na Região Sudeste, diga-se de passagem, que se concentra a maior parte dos recursos destinados ao apoio e desenvolvimento da cultura. Os números são extremamente excludentes e, ainda posso dizer, já que estamos num país chamado Brasil, que dizem ter “LIBERDADE DE EXPRESSÃO”, discriminatório.
Historicamente, a região nordeste fica de fora de várias questões importantes para o desenvolvimento social, econômico e cultural do país. Acredito que somos vistos como o interior “seco” do Brasil e sempre somos uma “sociedade” nordestina vista com outros olhos, com um olhar diferenciado, mais nada que venha a favorecer este povo sofrido, geograficamente localizado numa região que sofre com fenômenos da natureza, são enchentes, secas que trazem diversos problemas sociais e assistenciais. Ainda sim, temos uma riqueza cultural imensurável.
Acredito que não preciso mais tecer algum comentário sobre esse descaso com a cultura nordestina.
Até a próxima!
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Um comentário:
Senhores,
Tive a oportunidade de participar de um fórum do União Compras, fiz meu cadastro. Perguntei ao Nô Brito, se ele tinha conhecimento deste Blog, ele disse-me que sim.
Perguntei a ele da sua opinião, ele disse-me que nao tem conhecimento de que o autor/dono deste blog tenha ido ao escritório do União Compras ou participado de alguma reuniao.
O Que posso afirmar é que o Projeto do União Compras tem seu norte no que poderia ser um "VERDADEIRO" programa de transferência de renda. Acontece que o projeto nao dependete de nenhuma renúncia fiscal, nem tampouco está vinculado a nenhum partido político, talvez isso seja o que mais incomoda algumas pessoas.
Sugiro aos interessados, que procurem o escritório do União Compras, agendem um horário.
Conheço a História de Nô Brito,
uma das mais belas, cidadão Soteropolitano, projeto do Vereador Javier Alfaya, por sua contribuição à Cultura da Bahia e à Cidade de Salvador.
Proprietário Fundador do Teatro Jorge Amado, para nao citar outros empreendimentos, acredito que seria de bom tom as pessoas, primeiro se informarem direito para a posteriori emitir suas opiniões.
O Nô, é o que se pode chamar de um cidadão autruista.
Requesitado para palestras e seminários, onde eu tive a oportunidade de conhecê-lo numa palestra, que a minha proferessora Isabel, da UCSAL, que faz questão de convidá-lo, a mina esposa o conheceu também numa palestra do Pofessor Daniel Maior, na Ruy Barbosa, ficou encantada com o Projeto do União Compras.
O meu e-mail é gutierrez_silvio@yahoo.com.br
podemos trocar nossas telefones.
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